segunda-feira, 4 de outubro de 2010

COMUNICAÇÃO: Propagação

Eu estava pesquisando sobre assuntos relacionados a radiocomunicação e esbarrei neste assunto que apesar de ser meio cientifico acho de interesse para os frequentadores do blog.






     PropagaçãoPor: CT4RK





    Pretende-se com este artigo dar uma panorâmica sobre a propagação e os fenómenos que a ela estão directamente ligados, sem recorrer a exaustivos cálculos matemáticos, e de uma maneira geral, de uma forma simples e compreensiva.
    Estes apontamentos são dirigidos especialmente aos colegas que por vezes se interrogam sobre diversos fenómenos com que se confrontam nas suas comunicações, não encontrando a resposta adequada. Não sendo um artigo de alto rigor cientifico, procuro no entanto dar uma ideia o mais exacta possível sobre alguns temas da propagação.



  As Camadas da Ionosfera
  • Camada F2
Esta é a mais alta das camadas ionosfericas, existindo entre os 200 e os 400km. Esta camada representa o principal meio de reflexão ionosferica para comunicações em ondas curtas a distancias muito elevadas, distancia esta que pode variar ao longo do dia, com a época do ano e ainda com o ciclo solar. Estas variações são provocadas pelo grau de ionização assim como também com a altitude da camada. A camada F2 aparece cerca do nascer do sol quando a camada F se decompõe para dar origem à F2 e à F1. Nesta altura é notório um aumento brusco da frequência critica de trabalho. As características de reflexão atingem o máximo aproximadamente quando o sol atinge a máxima elevação no horizonte, altura em que depois inverte a tendência e começa a diminuir as suas características reflectoras por via de uma diminuição da ionização, que ocorre até esta se fundir na camada F1 e dar origem a uma só camada, a "F" como já foi dito.
  • Camada F1
Esta camada existe logo abaixo da camada F2 e como a F2 também ela só existe durante as horas diurnas. Por vezes esta camada pode servir de reflectora a determinadas frequências., mas normalmente a energia electromagnética que atravessa a camada E também atravessa esta, acabando por se reflectir na camada F2. O mais normal é esta camada provocar uma absorção adicional nos sinais que atravessam a "E" antes de se reflectirem na F2.
  • Camada E
Esta camada situa-se por baixo das camadas F2 e F1 e praticamente só existe durante as horas diurnas, desaparecendo praticamente durante a noite. Todavia e muito raramente podem-se observar vestígios dela durante a noite. A altitude desta camada é entre os 80 e os 100km.
O máximo de actividade da camada é ao quando os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da mesma. Esta camada possibilita as comunicações em HF a medias distancias, e também é responsável pela propagação das frequências abaixo de 1,5 MHz durante a noite a distancias consideráveis.
Todavia esta camada é famosa entre os amadores por possibilitar comunicações em frequências acima de 50MHz a distancias que podem ultrapassar facilmente os 2000Km. Neste caso diremos que estamos em presença de uma "esporádica E". A esporádica E acontece quando durante determinado tempo (especialmente na altura da primavera) existem zonas fortemente ionizadas por condições anómalas de actividade solar, possibilitando a reflexão de sinais de frequências muito elevadas. A altitude a que se situa a nuvem ionizada e a densidade da ionização determinam distancia do salto para um determinado ângulo de incidência.
Uma das formas mais simples de verificar que estamos perante uma esporádica "E", e como tal boas possibilidades de fazer mais uma longínqua quadrícula é o aparecimento de estações de radiodifusão em FM que estão localizadas por vezes a mais de 1500km.
Durante a existência de uma esporádica é normal escutar em Portugal estações de FM Italianas Francesas e Alemãs entre outras.
  • Camada D
Esta é a mais baixa de todas as camadas situando-se entre os 50 e os 80 km e a que aparentemente apresenta mais absorção à energia radioeléctrica durante o período da sua existência e que se situa praticamente apenas durante as horas diurnas desaparecendo com o por do sol. É também a mais desconhecida de todas as camadas ionosféricas e a que menos grau de ionização apresenta. Acredita-se que esta camada é a responsável pela absorção das ondas de rádio em HF e MF durante as horas diurnas.






 Perturbações ionósfericas
Todas as variações que acontecem na ionósfera são mais ou menos previsíveis e dependem principalmente da actividade solar e do grau de ionização que as radiações solares provocam na ionósfera. Deste modo pode-se com os conhecimentos actuais prever as condições de propagação dentro de certos limites.
Todavia por vezes o comportamento normal da ionósfera é alterado por determinados fenómenos que ocorrem na superfície solar como sejam explosões solares que libertam "flares" com muitos milhares de km de comprimento e a uma velocidade espantosa que pode atingir 2000km por segundo. Estas explosões emitem raios X e uma grande quantidade de partículas especialmente protões. Se as flares acontecerem na direcção da Terra, então esta chuva protónica atinge a Terra provocando forte perturbação das camadas ionosfericas ionizando-as na região dos pólos dando origem às espectaculares Auroras Boreais. http://www.spaceweather.com Durante o período em que a terra está exposta a estas anomalias as características das diversas camadas é alterada e severas perturbações ocorrem nos sistemas de comunicação, provocando mesmo o bloqueio total das comunicações por reflexão ionosferica. Nesta altura o receptor parece que está avariado pois apenas se escuta um ligeiro ruído de fundo. Apenas se poderão escutar estações que estejam perto e que deste modo usem a propagação por onda terrestre.
Estas perturbações dividem-se em duas categorias: Perturbações ionosfericas repentinas e tempestades solares.
As perturbações ionosfericas repentinas tem origem em erupções solares mais ou menos repentinas e atinge a terra cerca de 15 minutos depois de se ter dado a erupção, e só afecta a superfície da terra que está voltada para o Sol. Estas perturbações tem uma duração limitada e atingem principalmente as frequências de entre 0s 2 e os 30 MHz. A atenuação dos sinais durante o fenómeno pode atingir os 40dB e demora normalmente menos de uma hora.
Por outro lado as tempestades solares apesar de não serem tão acentuadas, apresentam maiores problemas para as comunicações devido à sua duração ser bastante maior. Durante uma tempestade solar os sinais que utilizem a ionosfera para se propagar diminuem drasticamente de intensidade e podem até se extinguir durante vários dias, e ocorrer em todo o globo, mesmo nos locais em que seja noite. nestas condições a camada F aumenta anormalmente a sua altitude e a atenuação das ondas é de uma maneira gerar aumentada dando origem ao que se denomina por "flutter fading".



 Propagação acima dos 30MHz



A propagação em frequências acima de cerca de 30 MHz normalmente não utiliza as camadas ionosfericas para se reflectir. Todavia existem excepções quando estas frequências se propagam por meio de fenómenos mais ou menos frequentes que ocorrem em condições anormais das características habituais de propagação, como é o caso de propagação por esporádica "E". Assim sendo os principais modos de propagação em frequências acima de 30 MHz são os seguintes:

Para saber mais click no link abaixo

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SATÉLITE: Como usar o satélie em radioamadorismo.

Radioamadorismo via satélitesPor Cianus Luis Colossi, PY3DU
“ 2.1 O serviço de radioamador é modalidade de serviço de radiocomunicações, destinado ao treinamento próprio, à intercomunicação e a investigações técnicas, levadas a efeito por amadores devidamente autorizados, interessados na radiotécnica a título pessoal, que não visem qualquer objetivo pecuniário ou comercial ligado à exploração do serviço, inclusive utilizando estações espaciais situadas em satélites da terra.”Artigo 2. Definições, da norma 31/94.

urante as décadas de 70 e 80, operar satélites era privilégio de poucos. Alguns radioamadores mais experientes, se aventuravam em satélites tipo AO7, AO8,RS15,RS12/13, entre outros.
Época de ouro, no qual circulavam em órbita de nosso planeta uma boa quantidade de satélites para radioamador.

No entanto estes satélites operavam basicamente em CW e SSB, com subidas e descidas em dois metros, setenta centímetros e dez metros.

A situação não mudou muito; poucos equipamentos ainda hoje utilizados pelos radioamadores em VHF e UHF, em sua maioria,  não operam em SSB e CW ! Ainda assim atualmente, temos alguns equipamentos já bem popularizados, que com certeza permitem este tipo de operação.

Mas na década de 90 o lançamento dos AO27, pela AMRAD (Amateur Radio Research and Development Corporation) em 26 de setembro de 1993 e do SO35 pela Universidade de Stellenbosch, Africa do Sul, em 23 de fevereiro de 1999; vieram   pôr fim a elitização deste tipo de operação. Pois estes contavam agora com um transponder, analógico para utilização em FM, permitindo assim que qualquer radioamador possuidor de equipamento para FM em 144 e 430 mhz, pudesse passar a falar via satélite, abrindo caminho para uma excitante forma de praticar o radioamadorismo.

Aqui cabe salientar que existem atualmente vários satélites em FM, mas  boa parte deles, é para uso em modos DIGITAIS, PSK, PACKET, ETC. Vamos nos deter naqueles que permitem transferir VOZ.
  

TELECOMUNICAÇÃO: Como funciona o celular.

Quando alguém liga o telefone celular estabelece contato, via rádio, com a rede de telefonia celular, que envia sinais para a rádio-base mais próxima. Essa base, por sua vez, envia a chamada para um comutador [operador de correntes elétricas] de telefonia móvel. Se a chamada é feita para um telefone fixo, aquele que fica parado em casa ou no máximo se move a uma pequena distância se for do tipo sem fio, o comutador a envia para a rede de telefonia fixa.

TÉCNOLOGIA: Ventilador sem hélice



 O ventilador da Dyson não tem hélices, é mais silencioso que os ventiladores convencionais.
O senhor James Dyson, 62 anos, pai da invenção, disse que sempre ficou decepcionado com os ventiladores comuns, que “interrompem o fluxo de ar” com o movimento das hélices. Ele garante que seus novos ventiladores, que custam de US$ 299 a US$ 329, produzem um fluxo constante, já que o ar entra por um lado e sai pelo outro.


Veja um video do invento no link abaixo.


http://www.youtube.com/watch?v=eM8aPYQJolI

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CURIOSIDADES: Radioamadores famosos

A pratica do radio amadorismo une pessoas de varias raças,credos,nível social,pois através das ondas de radio todos somos iguais.


Juan Carlos de Borbon - Rei de Espanha - EA0JC
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Francesco Cossiga - Ex-Presidente de Itália - I0FCG
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HISTÓRIA: Já ouviram falar de antenas yagi,más quem inventou ela:

História

A antena de Yagi-Uda foi inventada dentro 1926 por Shintaro Uda de Universidade imperial de TohokuSendaiJapão, com a colaboração de Hidetsugu Yagi, também da universidade imperial de Tohoku. Yagi publicou a primeira referência English-language na antena em a 1928 o artigo do exame na pesquisa da onda curta em Japão e nele veio ser associado com seu nome. Entretanto, a contribuição principal de Yagi Uda sempre reconhecido ao projeto, e ao nome apropriado para a antena é, como acima, a antena de Yagi-Uda (ou disposição).

HISTÓRIA: Para quem gosta de elétrica,eletrônica e telecomunicação este era o cara Nicola Tesla

Biografia de Nicola Tesla (1856-1943)
Nicola Tesla nasceu na Croácia em 1856. Foi engenheiro, tendo estudado nas Universidades de Gratz na Áustria e na de Praga na Checoslováquia. Em 1884 emigrou para os Estados Unidos da América onde trabalhou com Thomas Edison. Três anos mais tarde criou o seu próprio laboratório onde inventou o motor de indução que funciona com corrente alternada não necessitando de escovas. Trabalhou posteriormente para a Westinghouse onde impulsionou a utilização da corrente alternada na rede eléctrica em lugar da corrente contínua defendida por Edison. Devido às suas vantagens sobre a corrente contínua, a corrente alternada acabaria por se impor.